incertezas tão certas que minhas verdades se tornam mentiras que sempre contei.
Encostada na parede e com uma pequena lâmina nas mãos sinto o sangue correr,
escorrer e discorrer meus sentimentos, meus sonhos, meus pensamentos agora tão negativos e desesperançosos.
O exterior grita aquilo que o interior não quer e nem consegue ouvir,
sou tão estável quanto a água quando a temperatura muda repentinamente e repetidas vezes.
A minha inutilidade, minha incapacidade, minha capacidade e minhas angústias apelam para palavras que eu nunca quis ouvir.
embora o tempo passe sem demora eu sou aquele sentimento que apavora o sorriso mais perfeito de uma atriz.
As dores são tão profundas, que por mais que o mundo pareça fácil, tudo se torna tão complicado
e apavorante pra mim,
algumas bocas decretam ser frescura, que vivo uma ditadura de sentimentos ruins.
Restrinjo os meus pensamentos, não aproveito os momentos, faço músicas que nunca permitirei que os bons ouvidos cheguem a ouvir.
Os sentimentos de solidão acusam minha falta de coragem de conectar-me com os que estão ao meu redor,
alguns medos são maiores que a dor de estar só,
os cortes tão marcados e mal cicatrizados me lembram de quantas vezes eu me perdi.
Eu já não sou risonha, eu já não sou conselheira, eu sou apenas um espelho que não reflete nada, que não reflete mais ninguém.
Eu sou tudo o que não convém.
Eu sou tudo o que não convém.