Já não importa mais quem sou.
Em meu lugar, estou descontente.
Pergunto-me qual valor há no amor.
O problema é o se entregar, o querer e o se dar.
Verbos que me fazem debulhar em lágrimas.
E o meu ser, a beira do precipício, insiste em voar.
Coração, prometo-lhe nunca mais te machucar.
Depois de tantas tentativas,
[todas inúteis]
depois de tanta confiança,
[palavras fúteis]
torno-me eu.
Apenas um ser, sem amor, sem classificação.
Sou um vírus sem especificação.
Divido a parte de mim machucada
com a parte que quer ser curada.
Dentre essas duas, uma foi amada.
A outra busca aprender sobre o amar.
Minha escolha será somente uma.
Não poderei mais me conter.
Em meu mundo solitário que se inunda,
é melhor escolher a que quer aprender.
Eu seria melhor sem amor, porém sem nexo.