1 de agosto de 2013

O mais inglório.

Eu e minha incompetência de desamar.
Sim, desamar.

Apegar-se totalmente a fé, até que a última gota seja espremida,
Ignorando a dor, e a tragédia de continuar com a vida,
Seguindo por caminhos obscuros e inconsequentes.
Eu estou inconsciente de mim mesma.

Os meus pés descalços, tremem ao tocar o chão,
Em lágrimas minha fé se encontra em pedaços,
E eu já não sei mais onde achar meu coração.
"Que diabos eu fiz pra me perder assim?!"

Existem lugares tão sombrios em mim,
Que me perco, ao me procurar.
Eu tenho mania de ser dependente sim,
Dependo da minha competência de super amar.

30 de junho de 2013

Em desânimo .

Em tristeza escrevo, sem motivos suficientes,
Inspiração que me falta e desejos em mente,
Acho que estou pronta pra sumir.
Depois de tanto tempo passado, eu ainda habito num lugar sombrio.

Será que realmente me conheceria, se vivesse comigo?
Me pergunto se aquele abraço significa o que penso,
Ou se num primeiro desleixo, acabará como ilusão.
Frio nas mãos, e um medo no estômago,
Acho que pouca coisa mudou em mim.

Um sorriso falso e uma promessa de que está tudo bem,
As pessoas se calam e acreditam num sorriso morto,
O sorriso não fala, mas o morto diz um pouco de mim.

Talvez sumir fosse uma solução simples,
Pra quem é covarde e tem medo de assumir um mundo.
Mas quem assumiu o mundo e não sabe o que fazer,
Sumir é apenas mais uma solução pensada, para evitar o medo.

9 de junho de 2013

Pequeno verso.

O meu menino, tão pequenino se aninha pra dormir.
Longe dos meus braços, parece perdido, não tem pra onde ir,
Meu menino, volte logo, estou a te esperar,
Não importa a distância, o amor é grande,
Eu sempre hei de te amar.

Quando você chegar...

Meu coração conta as horas, como se fossem segundos.
Minhas mãos gelam e a boca seca, imaginando que vou te encontrar.
Correrei para seus braços e fecharei os olhos, te protegendo com minha fé,
Fazendo de nós dois um só coração, sentirei seu sorriso em meu pescoço,
E que o mundo termine.

Quando você chegar, vou sorrir o dia todo,
Correr a duzentos quilômetros até o aeroporto,
Quase sentindo o carro flutuar.
Mas não importa quanto tempo demore, eu não vou esperar.

O tempo passa rápido, parece estar ao meu lado, posso contar com ele,
Logo que anoitece, meu coração enobrece, porque sei que um dia se foi,
Correrei para meus sonhos, porque em seus braços irei descansar.

Por você, vale a pena esperar,
Passar dias distante, feriados vazios, e mesmo assim estar feliz,
Porque o amor que sinto, vale mais do que a distância que nos separa.
Então, uma ligação dizendo "Eu te amo", faz meu coração disparar,
E numa noite de sono, em pensamento, posso em seus braços me aninhar.

Quando você chegar, permanecerei aqui,
E não importa quantos dias falte, eu já posso te sentir.

3 de abril de 2013

Em ruínas .

Tenho medos e demônios em mim,
Regresso a cada progresso, pra ver se mudou a minha ida.
E os meus defeitos fazem alguém que me tornei,
Os meus medos me fazem ir e enfrentar a vida.

Não tenho a coragem de alcançar a perfeição,
Não tenho a audácia de me julgar melhor,
Não sou um sonho de outra pessoa,
Sou a realização de um sonho meu.

Estou seguindo por um caminho que escolhi,
Estou de frente com os sentimentos que desenvolvi,
Estou em meio aos meus segredos e meus desejos,
Não posso e não seguirei um caminho escolhido por outro.

Em um lugar que não me encaixo,
Embora julgada e tão mal vista,
Estou feliz comigo mesma, nas minhas ruínas.
Amadurecendo inteiramente em mim.

15 de março de 2013

Voltando pra mim .

Menino moreno dos olhos castanhos escuros,
Ao me beijar, transforma o meu mundo,
Fazendo meus dias mudarem completamente.

Menino moreno do abraço apertado,
Está ao meu lado fazendo as situações melhorarem.
Fazendo de um abraço uma lição sobre voar.

Menino moreno que está distante,
Neste instante eu penso em você.
Menino moreno me diga que sim,
Que em breve você estará voltando,
Apenas pra mim. 


Com carinho,
ao meu Ives Ricardo. 
Além de meu namorado, é o meu amor.

8 de março de 2013

Apenas mais um ...

Amar e desamar.
Aprender a amar.
E desarmar um coração que não aprende,
E esperar por um coração que não chega.

Amar e amarrar.
Amarrar e entrelaçar um destino,
E esperar por um segredo que não se conta,
Ter uma saudade que não cessa.

Chegar, partir, ir e deixar.
Verbalizar um sentimento,
Sentimentalizar um verbo.
Esperar.

7 de março de 2013

Pouco tempo.

Temos tão pouco tempo, amor.
E as horas passam ousadas, desesperadas pra nos afastar.
E meu coração entristecido e angustiado por saber que sua ausência está presente.
E meu desejo de fugir dessa angústia é vão.

Temos tão pouco tempo, amor.
Me pergunto porque parece ser tão doloroso, se eu consigo aguentar,
Mas a distância parece ser maior,
E o meu medo de perder é incontrolável.

Temos tão pouco tempo, amor.
E o que farei enquanto esse tempo correr,
E essa angústia me amedrontar?

Temos tão pouco tempo,
Que até mesmo o tempo está tendo medo de passar.
Temos pouquíssimo tempo.

23 de fevereiro de 2013

Pusilanimidade .

Me diz o que faço com toda essa dor,
E essa distância que parece me sufocar.
A insegurança e o medo se tornam metade de mim,
E em desespero o meu coração pulsa,
Numa vontade enlouquecida de tocar você.

O que irá nos segurar?
Me confirme que o amor vai bastar.
Eu tenho medo de me perder dentro de mim.
Preciso estar dentro de ti e não mais me enganar.

Eu tenho medo dos meus sonhos, e dos problemas,
Eu tenho medo de enfrentar o mundo,
Não estou pronta.
Ainda tenho medo do que se esconde no escuro.
Você pode me entender?

Eu ainda tenho medo do que se esconde no escuro,
E o que irá me segurar?
Me diga que suas mãos estarão lá.
Eu ainda tenho medo...
Será que você vai continuar o mesmo?!

29 de janeiro de 2013

Choro e luto .

O telefone tocou três vezes,
Mas seu coração não pulsava mais,
Em seus olhos estavam o vazio e o seu silêncio se tornou ensurdecedor.

O telefone tocou três vezes,
E meu coração em prantos, meu corpo gritava,
Eu a buscava nas pessoas, mas só via lágrimas,
Sabia que não mais estava ali.

O telefone tocou três vezes,
E meu coração em desespero chama por ela,
E minha alma em pedaços, se desfazendo como vela,
Zela pelos que ela deixou aqui.

O telefone tocou três vezes,
E os olhos dos meus amados entes estavam perdidos,
E um vazio em mim se torna o que eu sou,
E eu já a sentia tão distante, mas posso encontrá-la em mim.

O telefone tocou três vezes,
e na terceira vez, já não se ouvia nenhuma voz.

Lenilda Tavares de Franca (in memorian) - "Vovó Leonilda"