23 de fevereiro de 2013

Pusilanimidade .

Me diz o que faço com toda essa dor,
E essa distância que parece me sufocar.
A insegurança e o medo se tornam metade de mim,
E em desespero o meu coração pulsa,
Numa vontade enlouquecida de tocar você.

O que irá nos segurar?
Me confirme que o amor vai bastar.
Eu tenho medo de me perder dentro de mim.
Preciso estar dentro de ti e não mais me enganar.

Eu tenho medo dos meus sonhos, e dos problemas,
Eu tenho medo de enfrentar o mundo,
Não estou pronta.
Ainda tenho medo do que se esconde no escuro.
Você pode me entender?

Eu ainda tenho medo do que se esconde no escuro,
E o que irá me segurar?
Me diga que suas mãos estarão lá.
Eu ainda tenho medo...
Será que você vai continuar o mesmo?!

29 de janeiro de 2013

Choro e luto .

O telefone tocou três vezes,
Mas seu coração não pulsava mais,
Em seus olhos estavam o vazio e o seu silêncio se tornou ensurdecedor.

O telefone tocou três vezes,
E meu coração em prantos, meu corpo gritava,
Eu a buscava nas pessoas, mas só via lágrimas,
Sabia que não mais estava ali.

O telefone tocou três vezes,
E meu coração em desespero chama por ela,
E minha alma em pedaços, se desfazendo como vela,
Zela pelos que ela deixou aqui.

O telefone tocou três vezes,
E os olhos dos meus amados entes estavam perdidos,
E um vazio em mim se torna o que eu sou,
E eu já a sentia tão distante, mas posso encontrá-la em mim.

O telefone tocou três vezes,
e na terceira vez, já não se ouvia nenhuma voz.

Lenilda Tavares de Franca (in memorian) - "Vovó Leonilda"

19 de janeiro de 2013

Fique .

Fique aqui mais um tempo, e deixe que o mundo se dane.
Fique aqui mais um tempo, e deixe que tudo exploda,
Fique aqui comigo e apenas me abrace,
Fique aqui mais um tempo e não deixe que o tempo passe.

Vestígios .

Os dias se passaram tão rápido, e agora você partirá,
Os meus olhos não podem evitar as lágrimas, eu já sinto saudade.
E em meio a tantas lembranças, em mim, ainda tem vestígios,
E os meus olhos agora estão perdidos, olhando os lugares que você esteve.

A dor em minha voz denuncia essa saudade que já se anuncia,
Queimando a minha alma e me fazendo pedir que você chegue.
Tentando conter as lágrimas, mas elas parecem mais forte que eu,
Minha garganta dói, e meu coração se aperta, a dor é maior do que meu ser.

Revendo as fotos, e os fatos que nos ligam.
Revendo cenas de beijos e sentindo seus braços em volta de mim,
E o conforto do 'ele volta' chega ser irritante,
Eu já sei que volta, mas eu quero agora.

E minha forma infantil de sentir saudades,
Choro em desespero, torcendo pra que os dias passem logo,
Porque não vejo a hora de te ter aqui.
Em prantos, convenço-me que o tempo voará... 

18 de janeiro de 2013

Pequenino .


E nos braços dele me sinto tão pequena
Como este poema que me disponho a escrever.
Nos braços dele sou tão menina,
E ele me mima, inclinando-me em seu peito
Prometendo nunca me esquecer. 

16 de janeiro de 2013

Enquanto você dormia ...

Enquanto você dormia, eu traçava planos, metas, sonhos que quero realizar com você. E os meus olhos pairavam sobre a sua semblante tão calma, e sua respiração pesada e única que eu adorava ouvir, enquanto você aperta os seus dentes, como se algo fosse fugir. Enquanto você tranquilizava meu coração, só em fechar os olhos, me dava a garantia de que o amanhã seria tão tranquilo quanto o seu sono. Eu te olhava tão fixamente que perdia todos os meus encantos com coisas passageiras, como sonhos vãos, que só serviam como enfeite. Enquanto eu te olhava, imaginava como serão nossos filhos, nosso casamento, nossa vida juntos, e eu sei que você também se sente seguro quanto a isso, porque na mesma hora que pensava, você respirava fundo e puxava meus braços envolta de você, como se soubesse exatamente o que eu estava pensando. Enquanto você dormia, eu fazia o mundo girar em torno de você, que se torna todos os dias o homem da minha vida. Enquanto você dormia, eu sentia que nossos sonhos se cruzavam. E de repente você se acorda, e dá um sorriso que eu conheço bem, como se conhecesse todos os meus planos, enquanto te vejo despertar percebo que o meu sonho se realiza ao olhar em seus olhos, porque meu sonho é você.

30 de dezembro de 2012

Em lembranças .

Em êxtase me encontro ao relembrar,
Aqueles olhos, aqueles abraços e uma noite sem luar,
Uma madrugada fria e um segredo que guardo,
Em meio as desavenças a desinibição do amargo.

Desinibindo os medos e obcecada pelo querer,
A menina em descoberta do que é saber,
Ao invés de fugir, buscou procurar por mais um pouco do segredo,
E sem medo ela pôde desvendar a si mesma.

Em um toque desconhecido e um medo que a avisa,
Em um sentimento que transborda e a força que a alisa,
Sem querer lutar por ela mesma, entrega os pontos,
E em contos revela o que não pode dizer.

Em segredo se esconde, atrás de um sorriso que se revela,
Uma lembrança tão boa, e uma saudade que a espera,
Em meio aquilo que guardou, e que relembra todas as noites,
Em lembranças permanece na ânsia de matar a vontade de reviver.

24 de dezembro de 2012

Em meus olhos .

Eu vou falar com a lua sobre nós dois,
Pedindo que ela te diga como estou me sentindo,
Olhe pra mim e desvende que medo é esse,
Porque eu já não quero escondê-lo de você.

Enquanto escondo os meus desejos em sorrisos,
A brisa do mar toca em meus cabelos e eu olho em seus olhos,
Tentando desvendar segredos seus.
Eu tento dizer que quero um pouco mais.

Você não sabe o que é ficar minutos distantes de você,
Enquanto minhas mãos procuram sedentas pelas suas,
E minha boca sela um "eu te amo" com um beijo,
Mantendo os olhos abertos para ver que expressão você fará.

Esse meu medo de perder você, essa insegurança,
Eu não pensei que sentiria isso algum dia,
Mas você não imagina o quanto tenho medo de te perder,
Eu só preciso ter você mais um pouco.

Olhe aquela lua, e descubra o que quero dizer,
As horas passam tão preguiçosamente sem você aqui.
Eu não posso desvendar seus segredos,
Mas não me deixe na escuridão. 

10 de dezembro de 2012

"Eu o admirava, o tempo inteiro eu o admirava, até perceber que durante todo o tempo, eu só conheci o personagem que ele criou."

8 de dezembro de 2012

O meu agora .


Não hesite em nenhum momento,
Não posso simplesmente estar aqui trancada no tempo.
Do lado de fora parece tudo mais simples, e eu estou bem aqui.
Olhando pra esse símbolo tão forte, que não me deixa esquecer o agora.

Eu me sinto melhor assim, com as escolhas feitas por mim,
Baseadas no pulsar do meu coração.
Se encaixando na melodia de uma canção,
Levando-me ao que eu quero fazer.

Eu, simplesmente, não posso negar que existiu,
Mas não gosto de pensar no que aconteceu,
Porque eu não me importo mais com esse passado longínquo.
Os meus erros não fazem falta agora.

Não suportaria ficar distante do agora, desse período tão bom.
Porque é o agora que me faz querer ir além,
E olhar pra trás não convém,
Porque aprendi ser feliz no presente.