30 de dezembro de 2012

Em lembranças .

Em êxtase me encontro ao relembrar,
Aqueles olhos, aqueles abraços e uma noite sem luar,
Uma madrugada fria e um segredo que guardo,
Em meio as desavenças a desinibição do amargo.

Desinibindo os medos e obcecada pelo querer,
A menina em descoberta do que é saber,
Ao invés de fugir, buscou procurar por mais um pouco do segredo,
E sem medo ela pôde desvendar a si mesma.

Em um toque desconhecido e um medo que a avisa,
Em um sentimento que transborda e a força que a alisa,
Sem querer lutar por ela mesma, entrega os pontos,
E em contos revela o que não pode dizer.

Em segredo se esconde, atrás de um sorriso que se revela,
Uma lembrança tão boa, e uma saudade que a espera,
Em meio aquilo que guardou, e que relembra todas as noites,
Em lembranças permanece na ânsia de matar a vontade de reviver.

24 de dezembro de 2012

Em meus olhos .

Eu vou falar com a lua sobre nós dois,
Pedindo que ela te diga como estou me sentindo,
Olhe pra mim e desvende que medo é esse,
Porque eu já não quero escondê-lo de você.

Enquanto escondo os meus desejos em sorrisos,
A brisa do mar toca em meus cabelos e eu olho em seus olhos,
Tentando desvendar segredos seus.
Eu tento dizer que quero um pouco mais.

Você não sabe o que é ficar minutos distantes de você,
Enquanto minhas mãos procuram sedentas pelas suas,
E minha boca sela um "eu te amo" com um beijo,
Mantendo os olhos abertos para ver que expressão você fará.

Esse meu medo de perder você, essa insegurança,
Eu não pensei que sentiria isso algum dia,
Mas você não imagina o quanto tenho medo de te perder,
Eu só preciso ter você mais um pouco.

Olhe aquela lua, e descubra o que quero dizer,
As horas passam tão preguiçosamente sem você aqui.
Eu não posso desvendar seus segredos,
Mas não me deixe na escuridão. 

10 de dezembro de 2012

"Eu o admirava, o tempo inteiro eu o admirava, até perceber que durante todo o tempo, eu só conheci o personagem que ele criou."

8 de dezembro de 2012

O meu agora .


Não hesite em nenhum momento,
Não posso simplesmente estar aqui trancada no tempo.
Do lado de fora parece tudo mais simples, e eu estou bem aqui.
Olhando pra esse símbolo tão forte, que não me deixa esquecer o agora.

Eu me sinto melhor assim, com as escolhas feitas por mim,
Baseadas no pulsar do meu coração.
Se encaixando na melodia de uma canção,
Levando-me ao que eu quero fazer.

Eu, simplesmente, não posso negar que existiu,
Mas não gosto de pensar no que aconteceu,
Porque eu não me importo mais com esse passado longínquo.
Os meus erros não fazem falta agora.

Não suportaria ficar distante do agora, desse período tão bom.
Porque é o agora que me faz querer ir além,
E olhar pra trás não convém,
Porque aprendi ser feliz no presente. 

24 de novembro de 2012

Meu milagre particular .

Descrevo-te como uma parte misteriosa em mim,
Fazendo sentimentos e desejos aflorarem sem que eu pense,
Me mostrando vontades que há tempos eu havida escondido.
Eu já não tenho medo do perigo, porque dentro de mim posso encontrar sua paz.

Sem palavras a dizer, olho em seus olhos e percebo que você me faz forte,
Me dando apoio, você me livrou do abismo, apenas segurando minha mão,
E todos os dias eu percebo que valeu a pena ir te buscar,
Mesmo você estando vivo dentro de mim.

Você me faz querer tudo o que eu repudiava,
Sonhos que como uma mulher, eu me negava ter.
Você me fez querer tudo o que eu jurava não querer.

Os seus olhos me fazem acreditar que um dia melhor existe,
E que não preciso temer o que é desconhecido,
Porque você estará ao meu lado, segurando minha mão,
Amor, não posso te oferecer muito, mas te dou meu coração.

Em seus braços encontro uma paz,
Que tenho certeza que foi Deus que te fez mostrar pra mim.
Seu jeito meigo de ser meu milagre particular,
E com seu sorriso de anjo no qual posso descansar.

20 de novembro de 2012

Meu pequenino .


E nos braços dele me sinto tão pequena
Como este poema que me disponho a escrever.
Nos braços dele sou tão menina,
E ele me mima, inclinando-me em seu peito
E eu sem jeito, com os olhos digo: Amo você. 

8 de novembro de 2012

Distância .

Olhando a minha vida, eu percebi que nunca havia falado sobre você, distância. Olha, pra ser sincera tem sido difícil demais aguentar você o tempo inteiro no meu pé, me distanciando do meu amor. Vamos parar com essa brincadeira? Não sei, mas acho que você deve conhecer a saudade, você conhece? Ela tem me apertado tanto, que às vezes eu fico sem ar, querida. Você poderia se afastar um pouquinho e me deixar abraçar ele, nem que fosse por 1 hora, juro que deixaria você comandar o tempo e não reclamaria quando você o levasse de volta para 'tão longe'. Distância, seja boazinha comigo, traz o meu príncipe de volta pra mim. 

29 de outubro de 2012

Dentro mim é solidão .

Sou a reprodução de erros e desacertos.
Medos e manias.
Defeitos e vulnerabilidades.
Sou o resultado de algo que nunca deu certo.

Sou a resposta de mágoas e dores,
Traumas e ansiedades,
Angústias e amor frustrado.
Força e crítica baseada em mentiras.

Em minha cabeça cheia de problemas,
Minhas memórias e medos se apagam,
Meus planos e minhas promessas se descumprem,
E nada do que sou iria facilitar uma melhora.

Não sou evolução de algo bom,
Não sou uma pessoa que se deve usar como exemplo.
Eu machuco, eu maltrato e uso de cinismo.
Eu zombo, eu mato e minto.

Eu não vou estar perto quando precisam,
Eu não sou o que pensam,
Eu não quero sua pena,
Eu não quero que você chore comigo.

Eu nasci e dentro de mim estou sozinho.

Me silencio em lágrimas .

Esse nó na garganta volta a me atormentar, num medo que se torna insondável aos que estão ao meu redor. Eles nunca entendem o que se passa em minha cabeça, lutando contra mim mesma para afastar de dentro de mim cada parte que pede pra que eu alivie essa dor em meu peito. Qual a sua definição de azucrinar? Sabe o que me azucrina? Entre essas dores, esse medo, e essa vontade maldita de me encher de sonífero e não ter que pensar em mais nada, busco meus refúgios. Um sorriso ali, uma promessa aqui e qualquer coisa que me afaste de mim mesma. Me sinto confusa agora, sinto que cada célula do meu corpo implora por algo que amenize a dor. O que fazer?! Eu me silencio em lágrimas, pedindo que meu cérebro pare de pensar, e que meu corpo se contenha com sua própria dor. E eu só imagino uma forma de me livrar de tanta dor, que se transformará em mágoa e se espalhará em mim. Eu escrevo. Ignorando aquele remédio em minha necessaire. Alguém pode me responder o que eu faço com essa dor toda dentro de mim? Alguém pode ao menos me ouvir por um instante? Eu sou produto de tudo que me machucou, me fez sentir raiva e até produto do que me ajudou a estar controlada, controlada até agora. E o que me faz me afastar de mim mesma? Eu só queria, que por um momento, eu não fosse tudo isso que minha cabeça diz que sou, em meus devaneios de personalidade multiplicada pelo meu medo de dizer coisas que engulho. E se tornam esse maldito nó na garganta que me faz  não querer entender a mim mesma. E eu me pergunto: "Pra que tanta dor?". Meu cérebro sugere um alívio. E que tipo de alívio você me aconselharia? Alguém está me ouvindo? Eu ainda estou aqui! 

21 de outubro de 2012

Angústias Cortantes

Ela gosta de evitar olhar-se no espelho e ver que sua vida não passou de uma fantasia de sua cabeça, onde todos aos seu redor eram felizes e devidamente dignos de todo o amor e carinhos que ela fornecia. Durante todos os anos, aniversários e festas familiares ela se dedicou a sorrisos e meiguices falsas, onde por dentro sentia repulsas e vontades imensas de cortar seus pulsos e deixar a vida se esvair pelo sangue que foge dos seus pulsos tão relutantes. Ela não aguentava mais fingir e forjar sorrisos na vida tão fútil e idiota que levava, precisava gritar, precisa sumir e fugir de si mesma. E todos dizendo que ela merecia sorrir, faziam com que ela agisse de acordo com o que achavam que era melhor, mas ela nunca foi do tipo obediente, meiga ou doce. Ela sempre foi uma verdadeira grossa e menina que se revoltava por qualquer um que chegasse e fizesse seu coração se quebrar, mas sempre silenciava em suas raivas e angústias cortantes. Ao chegar em casa, ela se escondia no banheiro com seu kit quase - suicídio, e fazia o que acalmava seu ser. Ela se cortava até toda sua raiva passar e depois voltava para seu mundo cor de rosa, formado e formatado por pessoas que sempre queriam indicar seus caminhos. Nunca se entregou totalmente a seus momentos de raiva, sempre foi de se conter e evitar. Mas um dia ela precisou se cortar, e esse corte foi tão profundo que ela pode ver o mundo girar e sumir a sua volta, a menina induzida agora fez algo que foi totalmente seu, ela tentou aquilo que se negava a fazer, ela se cortou tão profundamente e acordou num hospital cujo os pacientes eram parecidos com seu interior, ela não via ninguém, não tinha mais quem induzisse ela. Não haviam vozes, amigos, familiares, nem meiguice fingida, ela agora podia fazer o que sua cabeça permitia, a menina havia se matado no mundo real, e o seu mundo agora entre os loucos. A menina não mais fingia, agora ela era ouvida, ela tinha raiva e seus remédios a acalmavam. A menina agora vivia. Suas angústias cortantes, cortaram qualquer laço com um amor falso que o mundo lhes oferecia.