Essa mania que me domina, que me toma, que me deixa sem força.
Esse desejo que me corrói, me destrói e desfaz meus planos.
Essa loucura de não poder, mas mesmo assim querer.
Prefiro encarar uma realidade minha, somente minha.
Prefiro desejar algo que não me pertence, mas é meu.
Quero aquele sonho mais impossível, aquele adeus mais desprezível.
Não importa o que separa, o que distancia, o que não aceita
Não importa o que atrapalha, o que não queremos, ou o que queremos
Quero, quero e quero, e nada pode dizer que não terei.
Eu quero viver um sonho sem sentido,
Eu quero ter um amor mal resolvido
Eu quero estar perto, quando estiver longe
Eu quero deixar no chão as suas lágrimas.
Por favor, não me faça explicar o que sinto
Por favor, não tire conclusões sobre mim
Sou feita em pedaços do que é bom e do que parece ser ruim.
Não importa o que escrevo, o que penso ...
O que importa é quem quero e vou atingir.
26 de fevereiro de 2011
19 de fevereiro de 2011
Caso .
Diga que jamais tivemos algo sério. Diga cada palavra olhando em meus olhos e segurando minha mão. Permita-me partir.
Diga que jamais fui alguém que você sentiu um carinho incondicional. Diga cada palavra segurando minhas cartas, nossas fotos e escondendo nossos segredos.
Prometa que nunca mais vai pensar em mim, e que não mais me fará lembrar você.
Prometa que todas aquelas noites, dias, tardes, madrugadas serão esquecidas como um dia qualquer, como um monótono dia sem os beijos que somente sua boca poderia dar.
Agora, cumpra a promessa de jamais beijar, tocar e amar alguém como você fez comigo.
11 de fevereiro de 2011
Chegue .
Desejo de te ter, te roubar
Vontade de te ver, te conquistar.
Menino, não me olhe assim
Não disfarce que eu já te tenho pra mim.
Vem, beba-me como o mais caro vinho.
Chegue, dá-me todo o seu carinho,
Que eu ando por seu caminho, sem querer voltar.
7 de fevereiro de 2011
Meu anjo, meu amor .
Entre em minha vida e tome meu ser.
Seja meu anjo, amor. Seja meu amor, anjo.
Entre esse seu sorriso e suas lágrimas, eu estarei.
Entre teus sonhos e seus pesadelos, eu permanecerei sem temer o que virá.
Entre em minha vida e tome meu ser.
Desconserte meu eu, meu destino, meu rumo.
Desfaça meus sonhos e os meus desejos se renderão.
Entre em minha vida e tome meu ser.
Você já entrou e modificou o que sinto.
Você já chegou e me mostrou o paraíso.
Você é digno desse amor ilógico, tome-o para você.
Seja minha vida, seja meu ser.
2 de fevereiro de 2011
Minha psicose .
Perto do fim, à beira do abismo.
Quando não há mais sentido, lanço-me sem pensar, e deixo que minhas asas façam-me voar (se elas existirem).
Perto do fim, à beira do abismo.
Sentimentos que não posso descrever; a loucura que pertence ao meu ser, nada que faça sentido em mim.
Perto do fim, à beira do abismo.
Posso me destruir agora.
Já não preciso ser o que concluíram, já não preciso ser o que dizem que sou, já não preciso.
Perto do fim, à beira do abismo.
Pulo de braços abertos, sinto o vento me tocar.
Fecho os olhos e repouso nos braços da morte e permaneço desejando voar .
Perto do fim, à beira do abismo.
23 de janeiro de 2011
Overdose de você .
Passam os dias e continuo parada aqui em frente ao meu computador olhando fotos suas, olhando fotos minhas, olhando fotos nossas. Estou aqui parada me perguntando por qual razão não fiquei com você, por qual razão tive que te perder pra alguém que não te ama tanto quanto eu te amo... Pego meu cigarro, dou uma última tragada. A tosse compulsiva inicia - droga, tenho que parar de me envenenar -. Vou até a cozinha pegar a coca-cola que comprei logo cedo e encho o meu copo. Não me satisfaço. Levo a garrafa pra o quarto, sento em meu computador e encho-me como uma criança se esbaldando em chocolate. Pela primeira vez, após a sua partida, estou triste e derramando as mesmas lágrimas - pareço um bebê sem mãe, mas não ligo -. Estou sozinha em casa, posso fazer o que quero! Então, decido chorar e pôr as músicas que me lembram você, todas elas. Novamente me embriago com seu perfume, sua voz e suas fotos, mas não posso ter você aqui perto. Pego o telefone e ligo pra você - número inibido, é claro -. Após chamar algumas vezes, você atende com aquela voz rude, que me tira o bom humor, e diz:
- O que é?
Me pergunto se você sabe que sou eu quem está ligando pelo jeito que fala. Deve saber, deve ter a idéia de que sou eu. Desligo o telefone, me sento, aumento o som, coloco os fones, deito minha cabeça sobre a escrivaninha e me jogo nessas tristezas infindas. Desenho um coração e, inconscientemente, escrevo seu nome dentro dele. "Mas que droga estou fazendo comigo mesma?". Choro até soluçar, pareço me afogar nas mágoas que ainda tenho.
Tiro os fones, me deito na cama e tento dormir. Meu telefone toca. É você. "Acho que dessa vez ele descobriu", penso.
- Alô? - Eu digo.
- Você ligou pra mim. Por que não falou nada?
- Eu precisava ouvir sua voz, somente isso!
- É, mas estou ocupado.
- É, mais uma vez sou deixada pra trás. Adeus!
Desligo telefone. Após alguns minutos, recebo uma mensagem dele: "Quero te ver". Mando outra: "Quando?". Você responde: "Falo com você depois".
Pertenço a ele, não me critiquem, o quero mesmo assim.
22 de janeiro de 2011
Sono .
Sono, profundo sono.
Envolva-me. És o único que poderás trazê-lo de volta.
Faz-me sentir tudo aquilo que só ele desperta em mim.
Sono, profundo sono.
Traga-me aquele aroma, aquela pele envolvente.
Dá-me aquele beijo tresloucado e sem sentido.
Sono, profundo sono.
Tira-me essa vontade e permita-me a ele, por inteira.
Vem e deixa-me aproveitar cada pedaço que a ele pertence.
Sono, profundo sono.
Deixa-me mergulhar em teus abismos.
Deixa-me fazê-lo realidade.
Sê-lo.
21 de janeiro de 2011
Pegadas .
Na areia, vejo pegadas suas.
Na areia, vejo pegadas minhas.
Na areia, vejo pegadas nossas
Na areia, me vejo sozinha.
Faz de mim o que quiseres
Vício, inegável vício.
Torno-me cada dia mais sua companheira.
Ao teu lado, faço tudo aquilo que nunca ousei fazer.
Vício, inegável vício.
Te quero perto, bem perto.
Te desejo mais a cada instante.
Vício, inegável vício.
Vinde a mim extraindo todas as minhas forças.
Vinde a mim, jogue-me no chão, deixe-me assim.
Vício, inegável vício.
Faz de mim o que quiseres.
Torno-me cada dia mais sua companheira.
Ao teu lado, faço tudo aquilo que nunca ousei fazer.
Vício, inegável vício.
Te quero perto, bem perto.
Te desejo mais a cada instante.
Vício, inegável vício.
Vinde a mim extraindo todas as minhas forças.
Vinde a mim, jogue-me no chão, deixe-me assim.
Vício, inegável vício.
Faz de mim o que quiseres.
Calma, ele voltará .
"Calma, ele voltará"
O coração dela parecia estar sendo despedaçado aos poucos.
Cada vez que o "adeus" era trazido em meio às lembranças, mais fortemente o coração destruía-se.
“Calma, ele voltará”
E, como uma criança mimada, lança-se às lágrimas, sacode as pernas e aperta as mãos colericamente.
Chora de forma compulsiva e implora para que o tragam a ela.
“Calma, ele voltará”
Sequidão na face; impõe-se como mulher, pega sua xícara de chá e cruza as pernas.
Acende seu cigarro e espera. De forma singela, o espera.
Assinar:
Postagens (Atom)