13 de fevereiro de 2012

A escuridão me protege .

Essa escuridão me assombra, e ninguém pode me tirar daqui,
E quando eu peço ajuda, percebo o quanto estou sozinha.
Meu corpo estremece de medo, eu não consigo sair deste lugar,
Vejo as pessoas que amo escapando das minhas mãos.

Essa escuridão me acolhe, e nenhuma pessoa pode me ouvir,
Eu não estou mais com tanto receio, mas sei que estou só.
Meu coração ofegando, arriscar-se a me trazer de volta,
Mas já me habituei com esse lado tão sombrio.

Pra que saber se estou bem, é óbvio que não estou,
Quanto mais confio, ainda mais sou decepcionada,
E nesse escuro estou abrigada,
Porque nesse lado tão nebuloso, ninguém pode me machucar.

12 de fevereiro de 2012

Aniquilação

O silêncio é a única coisa que vou obter de você,
E a angústia, desse silêncio, é como um ferro que adentra em meu coração.
Sigilo esse, que acabou se tornando costumeiro, e faz parte de mim,
Sua voz já parece desconhecida, de tão distante que se encontra.

Hoje, percebi que devo desistir, e seguir outro caminho,
Meu sonho se esvai, olhando nos meus olhos,
Vejo dentro do meu sonho, e percebo a utopia que desejei.
“- Não, por favor, não me deixe partir.” – diz meu sonho.

Já não tenho mais forças pra lutar contra tudo isso,
Eu não posso continuar unilateralmente tão ligada a alguém,
Eu não posso parar, já passou tempo demais,
E agora, meu coração já não quer mais pulsar.

O seu silêncio agora faz parte do meu sonho,
E neste sonho vou aniquilar tudo o que houve entre você e eu.
Agora não mais lutarei em vão,
Nosso momento acabou, mas minha vida não.

9 de fevereiro de 2012

Conto de Fadas.

Hoje sinto que talvez nunca mais volte à realidade,
Dentro de todos os meus conflitos, da minha própria maldade,
Sinto que nada mudou em mim, e que esse conto de fadas me assusta.
Sendo feliz em torno de uma música, que meu coração inventou.

Acordo e sei que nada vai mudar,
Invento em mim uma verdade que irá se apagar,
E pressinto que nada irá mudar.
Diante do meu medo, apego-me a histórias que alguém contou.

Meu corpo pede uma anestesia de mentiras,
De fatos que eu mesma fiz uma alusão,
Fatos que meu coração implora pra que tenham acontecido,
Dentro do meu ser emudecido.

Eu cansei, não quero mais acordar desse momento tão mal contado,
Meu ser inebriado e bagunçado de uma ilusão somente minha,
Essa vontade de continuar com historinhas,
Onde a realidade me tirará a vida.

4 de fevereiro de 2012

O beijo .

Palavras silenciadas por carícias tão pedidas,
E seus olhos parados e perdido nos meus,
E teu cheiro fixado em meu corpo,
No silêncio de um beijo que você roubou.

E meu coração entregue a mais uma cilada do amor,
Sem temer o que será dito após essa troca de desejos,
E na malícia dos seus olhos me perco sem pensar,
E mais uma vez me encontro em seus braços.

Entre medo e desejo, silenciam os corações,
Mas desta vez é diferente, você parece apaixonado,
Me olha e me toca, permanece calado,
Me abraçando de uma forma tão forte, que fico sem ar.

E outro beijo é roubado, mas desta vez eu sou a culpada,
E a vítima é meu coração, palpitando ao ver sua mão entrelaçada a minha.
No silêncio do seu carro, com olhares tão perfeitos,
Me apaixono por seu olhar, seu toque, seu beijo.

29 de dezembro de 2011

Seu veneno .

Você teve medo de me perder, e se afastou como se fosse um crime,
Amando meu coração segue firme, sem ao menos tentar esquecer.
E seu veneno corre vagarosamente em minhas veias,
E perco meus medos, porque ao menos o torpor está aqui.

Lembranças de momentos que jamais se repetirão,
Suas palavras, seus olhos, estou sem chão.
Não posso acordar, eu não posso acreditar que você partiu.
Não imaginei que a verdade te afastaria de mim.

E o torpor volta, me tira o ar, então percebo que nada aconteceu,
Nunca houve amor entre você e eu.
Isso foi algo criado pela ilusão, uma citação só escrita em mim,
Meu coração farto, silenciado pelo fim.


E que os anos se passem, e eu já não lembre mais seu rosto,
E que meu coração esqueça todo o mal que você me fez,
Seu veneno agora toma todo o meu ser,
Assassinando em mim, tudo o que havia de você.

The end.

Então minhas lágrimas escorrem do meu rosto,
E meu grito é silenciado, e a meus olhos escondem o medo.
Minha voz já não mais quer ressoar diante de tudo isso,
Essas dores que tomam conta de mim, e eu não posso desfazê-las.

E quando acordo, só imploro que o dia acabe,
Porque já não mais faz sentido estar acordada,
As coisas caminham pra um lado errado e eu não posso direcioná-las,
Peço socorro, mas ninguém me ouve, ninguém pode me socorrer.

Eu estou num abismo, mas ninguém consegue me ajudar,
Eu só preciso de uma mão, só de um olhar, eu preciso de ajuda.
Todas as lembranças me fazem perder a sanidade,
E perco o controle dos meus sentimentos, eu já não sei quem sou.

Socorro! – grito desesperada.
Em mim existem marcas de feridas que jamais cicatrizarão,
Alguém me ajude.
Eu não posso mais continuar sozinha.

11 de dezembro de 2011

O tempo .

É como se fosse a única dose de uma vida deletada de mim,
Em meio aos meus sorrisos, lágrimas que tanto escondi,
E meu peito ainda pulsa pedindo que tudo seja um sonho,
Mas o tempo não pode apagar as mudanças.

É como se eu já não tivesse mais uma segunda chance,
E como um último sopro de vida, meu grito silenciado por mim,
E meu coração implora debilmente pra que tudo mude,
Mas o tempo não pode desfazer o que foi feito.

Desapotamento, desilusão e dor física,
Hoje fazem parte de cada chão que piso,
E todos os corações que machuquei, peço desculpas,
Mas o tempo não pode colar um cristal.

E que estes dias se passem, imploro perdão,
Afinal, o que mais podes esperar de alguém que já não mais vive,
E o pulsar do meu coração é um pedido de socorro,
Mas existem dores que o tempo não pode curar. 

17 de novembro de 2011

Sua volta .

Palavras silenciadas por carícias tão pedidas,
E seus olhos parados e perdido nos meus,
E teu cheiro fixado em meu corpo,
No silêncio de um beijo que você roubou.


E meu coração entregue a mais uma cilada do amor,
Sem temer o que será dito após essa troca de carícias,
E na malícia dos seus olhos me perco sem pensar,
E mais uma vez me encontro em seus braços.


Entre medo e desejo, silenciam os corações,
Mas desta vez é diferente, você parece apaixonado,
Me olha e me toca, permanece calado,
Me abraçando de uma forma tão forte, que fico sem ar.


E outro beijo é roubado, mas desta vez eu sou a culpada,
E a vítima é meu coração, palpitando ao ver sua mão entrelaçada a minha.
No silêncio do seu carro, com carinhos tão perfeitos,
Me apaixono por seu olhar, seu toque, seu beijo.

Dezembro Amargo

Você sempre será minha fraqueza,
Todas as vezes que eu olhar a nossa distância e lembrar do passado,
Estarei com saudades de palavras que teu olhar falou,
Fazendo meu coração se auto-destruir.

E quando seus olhos se perderem nos meus,
Eu farei o seu sorriso ser todo meu, lembrando de nós dois,
E mesmo que eu me envolva, sempre serei sua,
E é de você que gosto mais.

E quando nossos olhos voltarem a se encontrar,
Eu já não serei mais minha, porque só você pode me domar,
E os seus olhos se encontrarão nos meus, e estaremos juntos outra vez,
Porque você sempre será minha fraqueza.

E quando dezembro chegar,
Lembrarei do "eu te amo" que você disse,
E seu abraço será sentido com a saudade que é meu sobrenome,
E em meio de uma tribulação de sentimentos, eu estarei em você.

4 de novembro de 2011

Entorpecida .

Pergunto-me como será o amanhã, e não há ninguém que me rebata. O amanhã se aproxima e meu corpo treme de receio, quando olho em volta não há ninguém que me olhe nos olhos e me impeça de machucar meu eu. Ao ver que lembranças que jamais vão passar, ao ver que o amanhã se aproxima. Coloco o travesseiro sob a cabeça e me afundo no mais profundo poço de lembranças que me levam ao mais fundo abismo de abatimento e vejo que breve o amanhã chegará, e vejo que não há nada transformado, que tudo se afasta e minha memória me enlouquece, faz-me cegar todos os desejos que meu corpo pede, chamando por tempos que nunca se repetirão. E o amanhã se aproxima, e aqui jaz meu coração, afundado nos próprios anseios iludidos de ser absolvido por uma culpa que jamais será dele. E esse passado que não me deixa seguir em frente, e esse passado que fica alegre quando eu dou um passo pra frente, e dois para trás, meu coração inerte e unido a essa dor que me transforma em um corpo aprisionado pelos seus sonhos. O amanhã se se espreguiça e meus olhos ardem causando dor, minhas lágrimas insistem em escorrer e mostrar pra mim mesma que nada vai mudar, que sempre vou amanhecer e procurar dentro de mim a mais profunda lembrança de um momento que nunca mais vai se repetir. O passado me abraça, me chama, me puxa, me enlouquece com as lembranças que causam a dor da saudade, imploro mais, um pouco mais das dores que ele me causa quando me remete a dor da perda, da ausência, da falta que me faz não poder imaginar-me dentro de um círculo que meu coração implora pra ser formado. Estou viciada nisso, e desconheço qualquer forma de intervenção! Eu não vou conseguir sair desses momentos que me deprimem e puxam meu corpo com violência fazendo com que eu me afunde em abatimentos dementes de uma ilusão minha. Meus desejos de voltar, voltar e permanecer nesse passado tão remoto, e meu devaneio me pede em lágrimas que eu não levante, que eu não acorde, que não deixe a realidade chegar e me puxar pra um presente tão só e inconsequente. Só, o presente me deixa só, meus sonhos frustrados por uma mentira que me agarra e desgarra tudo o que quero pra mim, e nesta mentira permanece minhas alucinações, implorando que fique, que ame o desânimo que me invade e me envia a um canto sombrio, únicos e tão doloroso. O dia seguinte chega, mas meus olhos fechados não podem vê-lo, meus olhos fechados não querem acordar e perceber que o futuro chegou, e permaneço engolida em reminiscências que meu coração implora, deseja, anseia. Meu coração ainda permanece preso a um passado tão ruim, mas é nessa dor que ele permanece feliz, meu coração implora e pulsa por desejos que jamais serão explicados, meu coração está entorpecido por uma droga que não pode ser tirada de mim, porque meu próprio passado me viciou, me enganou e iludiu, causando dor e recomendando um subterfúgio de um presente e um futuro tão ausente de recordações condizentes com meu verdadeiro eu.