26 de setembro de 2011

Bem melhor, bem ao pó.

Este é o meu coração, partido mais uma vez,
Dentro da sua própria angústia, se desfez.
Esvaziando a si mesmo, arrancando tudo que ainda o segurava.
Com tantas tentativas, fez-se sofrer, fez morrer aquilo que amava,
Não, não tente entender, ele quer pulsar sozinho,
Não, não tente entender, ele não precisa de pena.

Tudo foi modificado, em meio ao seu desejo inerte,
Sem medo de ser culpado, esfacelado nas mentiras que contou,
Com dor foi arrastado, cortado e estragado pelo amor.
E na incerteza, foi infeliz, não queria quem mais o quis,
E desfez os tratos que fez pra si mesmo, revelando seu segredo,
Quis chorar, quis partir.

Mas você não estava ali, quando pensei em me jogar,
Fiz de você um fácil alvo de afastar, de tomar e retornar,
Meu coração é seu desalento, desabitado, vazio e frio
E vejo agora que me contento em tê-lo por um fio.

Não, nunca quis aquilo que pedi pra você, nunca,
Nem se quer sei se tive tudo o que pensei que teria,
Mas mesmo longe, permaneço aqui bem fria,
Porque sozinha posso suportar os sentimentos que virão,
Porque sozinha vou continuar a pisar no meu próprio chão.

25 de setembro de 2011

Pequeno amor .

Ela passeava pelos próprios pensamentos e não queria sair de lá antes de tomar uma decisão. Suas mãos seguravam as dele e não estremeciam, a certeza estava dentro do coração dela, que já não mais batia deslumbrado.
- Acho melhor o fim. – Ela diz na certeza de não querer voltar atrás.
- Talvez você não tenha pensado direito!
- Não, é melhor o fim.
Ele sai do ambiente e nem olha pra trás.
Ela encara o chão e sorri, mas não de felicidade. Seu sorriso demonstra a certeza de que dentro dela ainda reside um sentimento inusitado. Ela sabe que ele vai encontrar alguém, então olha e diz em baixo tom, de modo que ele não ouviria:
- É, posso sentir o amor, e ele é preciso demais pra permanecer apenas comigo, preciso repassá-lo a mais alguém, por isso deixo você ir. Adeus!

23 de setembro de 2011

Frase do dia:

Embora te queira bem perto, a distância nos faz dois milagres indiferentes .

18 de setembro de 2011

Relaxa, ainda há vida lá fora!

Relaxa, ainda há vida lá fora!
Vamos embora, deixa a solidão que te apavora
Aflora o coração, não demora
Que o tempo já não pode mais nos esperar.

Relaxa, ainda há vida lá fora!
E todos que sorriem nos querem por perto
Em meu jardim, o seu deserto
Deixa que falem, vamos viver.

Relaxa, ainda há vida lá fora!
Mesmo parecendo tão difícil,
Ninguém tem nada com isso!
Pegue sua mala e vamos vencer.

Relaxa, ainda há vida lá fora!
E deixa que o vento sopre suas dores
Que eu te mostro amor e suas cores
Sem pensar, sem pestanejar, sem temer.

Relaxa, ainda há vida lá fora!

5 de setembro de 2011

Em silêncio .

Estou com você agora, mas o mundo cai sobre mim
Espero um minuto, silencio, repenso
Mas o mundo ainda me faz despencar
Existem palavras que machucam mais que uma lança.

Alcança dentro do meu ser, toma-me
Estou aqui visando um futuro que ainda não me pertence,
Em meio de um sentir que nada me diz,
E no silêncio da minh'alma, já não me conheço.

De nada adiantam suas palavras,
Se suas ações te fazem um ser tão distante,
Um certo ponto que me fascina,
Não sou nenhuma menina, agora vou me reconstruir.

Posso sentir um milhão de sentimentos agora,
Posso imaginar milhões de lugares,
Mas sinto que nada acontece,
Sinto que não vou a lugar algum.

28 de agosto de 2011

Desnuda .

Não!
Me olhe nos olhos e faleça em mim
Refaça meus passos, tome meus olhos
Destrua meu coração,
Sangre em minha canção.

Em meio à tormenta, desapareça!
Em dores me esqueça,
Meu corpo se aquece com a sua distância,
Meu coração aparece, cansa e descansa.

O mais improvável é querer te ter
Seus olhos falsos,
Tornam-se fácil de esquecer.
Caminhando descalça, pensando em me perder.

Saindo em silêncio, dormente dentro de mim
A porta fecha-se, calada estarei selando o fim,
Assassino meu próprio ser, para não pecar em você,
Pecado maldoso que enfim me livra de ti.

24 de julho de 2011

Temor

Não, eu não estou aqui para falar de amor
Não, eu não quero descrever o que é sofrer,
Essa liberdade que me prende sem querer,
Essa insanidade que acalma o meu padecer.

Não, não quero me envolver com o que dizem,
Mas por trás dessas atrizes, eu sou a mais desleal,
E em meus olhos posso ver meu próprio mal,
Tentando se livrar do bem em mim.

Me encontro dependente, meu medo de estar sozinha,
Este meu ser se encontra doente,
Emudecido em angústias minhas.
Quieto, eu ainda não desisti!

Fim, este parece tão distante.
Fim, este parece tão perto,
E então me assisto só,
Esse é o maior temor que eu já senti.

Não, eu não estou aqui para forjar um caráter que não tenho,
Estou aqui pra mostrar que parte mim falece,
Enquanto a outra parte em minhas dores apodrece,
Sem ao menos dizer que chegou o fim.

23 de julho de 2011

Desígnio

Nem todos os meus sorrisos mostram felicidade
Nem todas as minhas lágrimas caem de tristeza,
Talvez a minha dor nem sempre seja ruim,
Talvez a sua volta seja mais uma incerteza.

Eu já não sou mais a mesma que você deixou,
Fui obrigada a mudar, se contente com isso,
Em meio à bala perdida e o precipício,
Eu resolvi escolher a minha própria existência.

Refiz meus passos, sarei feridas,
Fiz escolhas e não me arrependi.
Apaguei seus passos e permaneci,
Saí do disfarce de menina, me tornei uma mulher.

Fui magoada sim, não vou enganar,
Mas, hoje, encontrei o meu lugar,
E sem medo escolho coisas para mim,
Em segredo te tirei, te afastei e iniciei um fim.

5 de julho de 2011

Desconhecido

As dores parecem consumir meus ossos
E entre meus próprios estragos, estou a me procurar.
Sem ao menos tentar perceber,
Eu sei que fui arrancada de mim.

Encontro seu olhar desvairado em outras situações
Afastando-se do seu lar,
Restando somente as decepções,
Sem ao menos esclarecer porque ainda sinto tanta agonia.

Acabou!
Uma hora o mocinho se torna o bandido,
Uma hora sentimos a dor de ser partido
Despedaçada posso ainda sentir o seu adeus,
Você se foi? Acho que eu te apaguei.

Chega!
Deixe que a máscara deixe sua face,
Porque a alegria que se chega irá me trair.
Deixe que todas as mentiras despertem,
Deixe que esta dor me desarme.

Olhar seus olhos me dá medo,
Porque desconheço quem mora em seu olhar.
Olhar seus olhos me dá medo,
Eles me mostraram quem você é.

26 de junho de 2011

Morte Súbita

E então me senti sufocado,
culpado de tudo que não fiz.
E um pouco embebedado, rompo,
desamarrado,  desgarrado de tudo,
das mentiras que ouvi.

Larguei-me de tudo,
desapeguei-me da vida.
Em meio as tribulações,
abrem-se todas as feridas,
mas mesmo assim, não me torno melhor.
Quanto maior a dor,
menos querido sou.

Chega de calúnias.
Essas histórias que são feitas pra crianças.
Sinto que a dor me alcança
e me faz pior do que já sou.
Então, escrevo sobre essa amargura,
sentindo algo além da vida.
Sinto a morte me alcançar
e me fazer demais infeliz.
Conduz, reduz, condiz.

Morte súbita a quem amou.
Veja de perto quem fingiu,
Escasseando a dor
Matando a quem partiu .